Estamos a viver momentos perigosos… É bem verdade! O final da guerra-fria adivinhava tempos pacíficos, mas o resultado foi mesmo não saber quem é que deve levar chumbo a partir de agora. As forças armadas dos países ditos “livres” revestem-se hoje, mais do que nunca, de especial importância: A elas cabe o esforço de manter a paz em zonas de conflito, fazer cumprir os tratados das Nações Unidas, ajudar em missões humanitárias e no rescaldo de calamidades públicas, como o furacão Katrina, os fogos florestais em Portugal ou a grelha de Outono da TVI, que nos leva também ao combate ao terrorismo internacional.
Para cumprir todos estes objectivos, é necessário que os homens e mulheres que servem nos ramos das forças armadas de todos os países tenham uma formação exemplar, estejam bem equipados e motivados… Afinal, quando uma pessoa se alista, está a pôr a sua vida literalmente ao serviço do Estado.
Como é que Portugal, pertencente à NATO e à UE, pretende cumprir os seus deveres para com a comunidade internacional, tirando os (poucos) benefícios que ainda levavam indivíduos a arriscarem a sua pele pela nação?!
Independentemente de abusos, que deveriam ser investigados e sanados, os regimes de excepção existem para pessoas que cumprem funções excepcionais! Não vislumbro algo mais excepcional do que estar disposto a matar e a morrer pelo país…
Embora não concorde com as manifestações, compreendo que os militares portugueses se sintam injustiçados, e depois da estreia do programa deplorável que é o “1ª Companhia” da TVI, não é de admirar que um destes dias haja por aí um golpe militar… ou ao menos que atropelem o Zé Castelo Branco com um tanque!
É caso para dizer que “andam a mangar com a tropa”!