“Em matéria de incêndios, criou-se entre nós o hábito de cu1par o Governo por tudo. É fácil, é popular e, ao fazê-Io, julgamos possível exorcizar a nossa culpa colectiva e desculpar a nossa cultura permissiva e os nossos hábitos negligentes. Não nos damos conta de que quase desculpamos o abandono do património que choramos quando o vemos destruído. Não chegamos a criminalizar socialmente os milhares de portugueses que, por negligência, por vandalismo, ou por outras razões criminosas, puxam fogo às nossas florestas.”
- Armando Sevinate Pinto, ex-ministro da Agricultura
in Público, 4-8-04
Haverá, porventura quem, após tanta insistência da minha parte nesta temática, me chame o paladino do civismo, campeão do bom-senso, arauto da decência, ou então hipócrita do caralho…
Por mim tudo bem, desde que não me chamem filho da puta…
O facto de ser completamente apolítico deixa-me numa posição privilegiada, direi mesmo cimeira, de analisar os acontecimentos marcantes desta “República das Bananas”.
Pego então na citação de Sevinate Pinto para fazer valer o meu ponto de vista (não confundir com as citações em catadupa de José Sócrates):
Antes de mais nada, é bom lembrar às pessoas de que cerca de 85% da área florestal pertence a particulares! Assim, não terá de ser o Estado a fazer a manutenção de propriedade privada, como é óbvio…
As pessoas mesquinhas e incultas, vêem num fogo florestal um meio de obter um terreno mais barato, no qual seria porventura proibido até então construir habitações; de vender a madeira queimada por “tuta e meia”, porque até então não podiam abater as árvores; por vingança e disputas de terreno, algo que acontece com frequência no norte do país, mas que parece ter sido também a causa do incêndio de proporções alarmantes que atingiu o Sul do país…
Os “velhos do Restelo” clamam por mais meios: mais homens, mais carros, mais helicópteros, mais aviões, mais OVNIs… Foi pena a Virgem Maria não ter intervido, tal como aconteceu no derrame do “Prestige” (foi o Portas que disse) …
Eu cá clamo por mais cabeças… de cada vez que um(a) safado(a) for condenado por fogo posto, metam-no(a) nos tempos livres a reflorestar à mão as áreas extensas que queimou, passando o seu tempo útil em trabalhos forçados, a construir estradas e pontes e a trabalhar no Bingo geriátrico do lar da Sta. Casa da Misericórdia de Freixo de Espada à Cinta.
Meus caros, se vivêssemos num país de gente civilizada e não tacanha, os nossos meios e logística seriam mais que suficientes, e o contrário é pura propaganda política…
Para terminar, queria assinalar um facto curioso… no meio de todo este caos, é rara, senão inaudita a ocorrência de fogos de grande extensão no Alto e Baixo Alentejo! Porquê?! Porque os alentejanos, sempre achincalhados e gozados pelo resto dos portugueses, têm a noção que recursos naturais como as suas florestas de sobreiros, azinheiras, eucaliptos e pinhais são a sua única fonte de riqueza, portanto, crucial de preservar… É bonito ver os sobreiros, dos quais se retira a melhor cortiça do mundo, plantados de forma espaçada, com o terreno limpo de vegetação rasteira; os pinhais do litoral com amplos corta-fogos interligados a estradas de terra batida, por onde os resineiros passam na sua labuta diária…
O desrespeito pela Natureza e pelos recursos Naturais por parte da generalidade da população portuguesa faz-me concluir que, para além de serem os últimos valentes resistentes a lutar contra a tirania do “lufa-lufa” doentio da vida moderna, os Alentejanos são também as últimas pessoas civilizadas neste país de merda!
- Armando Sevinate Pinto, ex-ministro da Agricultura
in Público, 4-8-04
Haverá, porventura quem, após tanta insistência da minha parte nesta temática, me chame o paladino do civismo, campeão do bom-senso, arauto da decência, ou então hipócrita do caralho…
Por mim tudo bem, desde que não me chamem filho da puta…
O facto de ser completamente apolítico deixa-me numa posição privilegiada, direi mesmo cimeira, de analisar os acontecimentos marcantes desta “República das Bananas”.
Pego então na citação de Sevinate Pinto para fazer valer o meu ponto de vista (não confundir com as citações em catadupa de José Sócrates):
Antes de mais nada, é bom lembrar às pessoas de que cerca de 85% da área florestal pertence a particulares! Assim, não terá de ser o Estado a fazer a manutenção de propriedade privada, como é óbvio…
As pessoas mesquinhas e incultas, vêem num fogo florestal um meio de obter um terreno mais barato, no qual seria porventura proibido até então construir habitações; de vender a madeira queimada por “tuta e meia”, porque até então não podiam abater as árvores; por vingança e disputas de terreno, algo que acontece com frequência no norte do país, mas que parece ter sido também a causa do incêndio de proporções alarmantes que atingiu o Sul do país…
Os “velhos do Restelo” clamam por mais meios: mais homens, mais carros, mais helicópteros, mais aviões, mais OVNIs… Foi pena a Virgem Maria não ter intervido, tal como aconteceu no derrame do “Prestige” (foi o Portas que disse) …
Eu cá clamo por mais cabeças… de cada vez que um(a) safado(a) for condenado por fogo posto, metam-no(a) nos tempos livres a reflorestar à mão as áreas extensas que queimou, passando o seu tempo útil em trabalhos forçados, a construir estradas e pontes e a trabalhar no Bingo geriátrico do lar da Sta. Casa da Misericórdia de Freixo de Espada à Cinta.
Meus caros, se vivêssemos num país de gente civilizada e não tacanha, os nossos meios e logística seriam mais que suficientes, e o contrário é pura propaganda política…
Para terminar, queria assinalar um facto curioso… no meio de todo este caos, é rara, senão inaudita a ocorrência de fogos de grande extensão no Alto e Baixo Alentejo! Porquê?! Porque os alentejanos, sempre achincalhados e gozados pelo resto dos portugueses, têm a noção que recursos naturais como as suas florestas de sobreiros, azinheiras, eucaliptos e pinhais são a sua única fonte de riqueza, portanto, crucial de preservar… É bonito ver os sobreiros, dos quais se retira a melhor cortiça do mundo, plantados de forma espaçada, com o terreno limpo de vegetação rasteira; os pinhais do litoral com amplos corta-fogos interligados a estradas de terra batida, por onde os resineiros passam na sua labuta diária…
O desrespeito pela Natureza e pelos recursos Naturais por parte da generalidade da população portuguesa faz-me concluir que, para além de serem os últimos valentes resistentes a lutar contra a tirania do “lufa-lufa” doentio da vida moderna, os Alentejanos são também as últimas pessoas civilizadas neste país de merda!
Tenham vergonha!!!
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